segunda-feira, 18 de julho de 2011
Relatos sobre o partour
Todos certamente sabem que foi realizada a 3ª edição do Partour Brasília nos dias 23, 24 e 25 de junho. Agora poderia iniciar uma postagem que falasse sobre a programação e seus pontos positivos e negativos. Mas creio que algo assim pode ficar para depois, pois mais importante é trazer aos olhos dos praticantes os verdadeiros “presentes” que obtivemos. As verdadeiras pérolas que encontramos no encontro. Vou resumi-las em duas palavras, falar rapidamente sobre elas e aguardar uma oportunidade futura para o aprofundamento sobre cada uma separadamente.
Sinergia: Entendo que essa é a palavra que devemos buscar num encontro.
Observar uma grande quantidade de pessoas envolvidas naquilo por um ponto em comum, alinhando seus objetivos e aprendendo com o outro. Isso é simples de ser visto num encontro, e esse é o ponto máximo. Todos que estiveram no partour 2011 vão se lembrar do momento em que ascendemos uma fogueira, tomamos caldo e nos divertimos ao som do violão. Esse foi o ponto máximo que representa o encontro, pois o pico onde dedicamos 1 ano de trabalho e litros de suor se tornou palco para algo maior que a simples movimentação. Algo repleto de companheirismo e diversão. Ali sim, as vontades, objetivos e desejos estavam alinhadas no mesmo rumo! Não posso deixar de citar o pessoal de Goiânia e nossos amigos de Belém, que tornaram esse evento algo muito divertido e despretensioso.
Materialização: Chamo de “materialização” o momento em que pegamos algo não-físico e o tornamos físico, concreto, palpável, e passamos a dar valor nisso!
Quando você faz séries de algum movimento, pode contar mentalmente, ou materializar essas séries em pequenas pedras, gravetos, etc. É intrínseco da nossa cultura como tracers os “rolos” que fazemos com nossos objetos pessoais (tênis, calças, blusas ou quaisquer outras coisas). Durante o evento, os rolos ocorreram constantemente, mas em alguns momentos, esses objetos materializaram o parkour! Não eram como produto de escambo, mas objetos de respeito e honra, seja por quem usou, ou pela história que carrega. O momento culminante disso foi logo quando o evento terminou, estávamos na 214 norte rumo ao aeroporto e começamos a trocar presentes que, aparentemente, não tinham valor algum. Eram calças rasgadas, blusas de frio velhas, camisetas, etc. Nesse momento éramos 8 pessoas de 3 estados diferentes que conviveram por alguns dias sem pretensão alguma, e no ar havia uma emoção e consideração.
Indico a vocês, amigos leitores, que provem disso! Valorizem algo e treinem com um objeto. Materializem suas histórias, sua dedicação e seu suor nele! E busquem alinhar seus pensamentos objetivos com os outros. E quando encontrarem uma pessoa que mereça a honra de carregar esse objeto, promova a sinergia! Conte as histórias em que esse item o acompanhou, fale do valor que ele tem, e entregue o item nas mãos dessa pessoa! Caso receba algo, dê valor como honra a pessoa que lhe deu!
Para completar, promova a sinergia com as pessoas e materializem esse estado de espírito, não só em objetos e presentes, mas em consciência e atitude!
O que te faz pular ?
Tem aproximadamente dois anos que vou pelo menos uma vez por mês a um lugar onde eu sempre treino perto da minha casa. Desde que diminui meu ritmo de treinos perdi a coragem de fazer um Saut de Bras/Cat leap que sempre fiz com muita facilidade, inclusive quando “descobrimos” este salto eu fui o primeiro a fazer com muita confiança e sangue no olho.
Nesses dois últimos anos eu praticamente perdi a coragem para fazer esse salto, nunca tinha aquela vontade de fazer, nada me fazia pular daquele muro. O salto era de um muro para o outro no mesmo nível, nada de complicado, nada de difícil nisso. Eu simplesmente não me senti apto a fazer.
Enquanto eu parava para analisar o salto eu via minha mão escorregando do outro lado. Conseguia até sentir os cortes nos dedos causados pelas pedrinhas do muro chapiscado. Imaginava que era pesado demais para aquela parede, e que provavelmente o muro ia ceder quando eu segurasse do outro lado. Eu pendurava, balançava e testava tudo. Tentava me assegurar de era seguro e que não me machucaria. Pensava em todas as possibilidades de falha do salto, tudo que poderia dar errado, eu estava com medo.
Comecei fazendo de uma lateral poucos centímetros mais perto do que o salto que eu verdadeiramente queria fazer, mas nada disso funcionava. Passei quase dois anos com esse medo e pensando que não tinha motivos para fazer o salto, não valia o risco.
Nesse domingo fui ao parque com um amigo e acabamos treinando alguns saut de bras em outro ponto, então fomos para o salto que eu tinha tanto medo de fazer. Ficamos lá pensando e conversando. Então coloquei a meta de que faria aquele salto de novo em um mês. Voltaria aos meus treinos regulares, recuperaria minha confiança e faria. Ele riu de mim e disse “achei que faria hoje”.
Ficamos por volta de 30 minutos discutindo sobre o salto e os motivos que eu achava que não conseguiria faze-lo. Depois de muito conversar ele decidiu que tentaria. Fiquei feliz por ele tomar essa iniciativa e disse que provavelmente tentaria se ele tentasse. Eu não achava que ele iria tentar.
Fui lá para baixo ficar aparando a queda para caso acabasse dando errado. Ficamos lá um bom tempo e eu bem confiante de que ele não tentaria, e eu iria pra casa engolindo minha vergonha e meu medo, eu estava virando um bundão. No momento eu não estava racionalizando comigo mesmo o motivo de não querer fazer, eu só achava que iria me machucar.
Quando menos esperava, o Wendely saltou e a mão dele não fixou na parede e ele deslizou. Achei que ele não fosse tentar de novo. Subiu no muro, pensou por mais alguns minutos e saltou, agora conseguindo. Ficou brincando comigo, e então eu teria que tentar o salto como combinado.
Subi para avaliar a possibilidade, fiquei rindo falando que não faria. Perguntei até como eu poderia pagar o combinado de outra forma. Fiz todas essas brincadeiras de quando não temos culhões para fazer o que prometemos. Fiz alguns testes, pulei da lateral, desci e subi. Testei o muro e fiquei parado olhando para o muro por um bom tempo. Até que parei de rir.
Parei para pensar de verdade no salto. Em como eu fazia tantos saltos antes e agora estava com medo. Em toda atitude que sempre tive, em toda coragem e sangue no olho. Pensei em todos os treinos que fiz nesses oito anos e na capacidade física que tenho. Pensei em todo o preparo e quantas coisas mais difíceis já tinha feito. Parei para pensar que eu não conseguiria lidar novamente comigo mesmo. Mais difícil do que lidar com os amigos fazendo brincadeiras, com um ralado ou uma queda, é a vergonha de não ter nem tentado. Quando percebi, estava novamente decidido a fazer o salto. Só precisava considerar algumas coisas e fazer, era isso. Sequei minhas mãos que já estavam suadas na calça, e tirei a poeira do tênis.
Enquanto respirava olhava fixamente para onde minhas mãos deveriam pegar, o suor já pingava e meu coração batia acelerado. De repente como de forma inesperada eu olhei para o outro lado e vi minhas mãos chegando, assim eu pulei.
Cheguei do outro lado de forma firme, os pés cravaram no muro e as mãos também, e em menos de um segundo já estava sentado no muro sorrindo, com a mente vazia e o coração limpo. Um sentimento de emoção e conquista que eu não me proporcionava através do Parkour há muito tempo agora tomava conta de mim. Nesses últimos dois anos que vim treinando esporadicamente só para não perder algumas habilidades eu tinha esquecido como eu podia me desafiar e me sentir bem com o parkour.
O que me fez pular foi não conseguir lidar com a vergonha, com o meu ego, comigo mesmo. Saber que foi vencido por algo que não existe e que está só na sua cabeça. Ao contrário da luta que você da a cara a tapa, bate e apanha, ganha e perde, sendo que isso não depende só de você é uma coisa. Perder para você mesmo é algo que eu realmente não soube e não sei lidar. Isso é o que me empurra, é o que me faz continuar.
Conforme ficamos mais velhos o nosso medo aumenta. Cada erro pode significar uma perda maior. Um braço quebrado representa faltar no trabalho e o risco de perder o emprego. Qualquer errinho pode representar todo seu mundo indo por agua abaixo. O que me faz pular é a confiança nas minhas habilidades e no meu treino, a vontade de mostrar pra mim mesmo que sou capaz e que eu posso.
Pessoas têm motivos diferentes para fazer as coisas. Quando você está lá no alto daquele muro pronto para fazer um salto perigoso que nunca fez antes, o que te motiva? O que faz você pular?
terça-feira, 5 de julho de 2011
Liberdade e Consequencias
Existem coisas que entristecem, recentemente divulgou-se um belíssimo video com parkour limpo e seco, sem enfeites, mostrando todo potencial e eficiência que a prática pode mostrar, é simplesmente LINDO.
E dentre uma dessas comunidades onde o video foi disseminado eu vi um comentário que reflete totalmente meu medo em cima da aceitação de giros no Parkour, e que me fez lutar contra acrobacias anos e anos da minha vida, até ser um pouco radical e extremista eu diria, mas ninguém me ouviu na época.
E dentre uma dessas comunidades onde o video foi disseminado eu vi um comentário que reflete totalmente meu medo em cima da aceitação de giros no Parkour, e que me fez lutar contra acrobacias anos e anos da minha vida, até ser um pouco radical e extremista eu diria, mas ninguém me ouviu na época.
Meu maior medo quando começamos a tratar giros como Parkour foi, associar a prática diretamente aos movimentos ineficientes, e que com o tempo uma coisa acabasse sendo parte da outra mudando o foco do Parkour como foi desenvolvido. Os argumentos eram sempre que todos sabemos o ideal do Parkour, mas que durante os treinos não tem nada demais girar, e eu CONCORDO, mas quem está chegando agora não esta entendendo mundo bem do que se trata. Toda ação tem uma consequencia, e essa foi a consequencia da nossa Liberdade de movimentos.
Ao ler alguém questionando a falta de giros em um video lindo, com um Parkour simples, leve , e eficiente, vejo como o que era pra ser um “atrativo dos vídeos”, acabou se tornando parte integrante, e o que era pra ser normal, não ter giros nos videos, acabou sendo diferente e questionado. Acrobacias devem ser a “Pimentinha” do Parkour, só para sair da mesmice dos treinos, brincar com algo um pouco mais complexo, trabalhar um pouco da coordenação, mas nunca ser o objetivo dos treinos…
Ou você acha que os vídeos do Damian Walters realmente são vídeos de Parkour?
Que tal uma campanha, mais Parkour menos giros? (pelo menos nos vídeos).
Abraços.
domingo, 3 de julho de 2011
Melhorando a imagem do Tracer
Alberto comentava sobre a agressividade que há na imagem do tracer, já que andamos um tanto desarrumados/sujos/suados, sendo essa tal “agressividade visual” um dos fatores que geram preconceito quanto a prática.
É evidente que essa agressividade é algo inerente da cena do PK, e não
devemos nos preocupar em mudar isso, pois essa é nossa identidade que
vem se formando com o passar do tempo, mas certas atitudes colaboram
para que possamos ser mais facilmente aceitos pela sociedade. Vejo que
devemos adotar tais atitudes que acabam para “contrabalancear” os
fatores que chocam as pessoas.
devemos nos preocupar em mudar isso, pois essa é nossa identidade que
vem se formando com o passar do tempo, mas certas atitudes colaboram
para que possamos ser mais facilmente aceitos pela sociedade. Vejo que
devemos adotar tais atitudes que acabam para “contrabalancear” os
fatores que chocam as pessoas.
Lembro de certa vez que li uma história sobre um homem idoso, que
procurava um lugar para se sentar e assistir os Jogos Olímpicos na
antiga Grécia. Tentando passar por várias alas, os outros gregos riam
dele, e alguns apenas o ignoravam, desprezando sua condição física. Ao
chegar a área onde estavam sentados os Espartanos, todos os espartanos
ficaram de pé e ofereceram seus lugares. O estádio passou a aplaudir a
iniciativa. Todos ali sabiam o que era correto fazer, mas apenas os
espartanos fizeram o certo.
procurava um lugar para se sentar e assistir os Jogos Olímpicos na
antiga Grécia. Tentando passar por várias alas, os outros gregos riam
dele, e alguns apenas o ignoravam, desprezando sua condição física. Ao
chegar a área onde estavam sentados os Espartanos, todos os espartanos
ficaram de pé e ofereceram seus lugares. O estádio passou a aplaudir a
iniciativa. Todos ali sabiam o que era correto fazer, mas apenas os
espartanos fizeram o certo.
Agora meu irmão, lembra daquela senhora de 60 anos, que pegou o mesmo
ônibus lotado que você estava (depois de um treino super cansativo)?
Lembra que ela foi a viajem inteira em pé do seu lado, enquanto você
curtia um som e reclamava após 1.000 landings? Lembra que você e todo
os que estavam sentados fingiram que ela não existia?
É assim que acabamos perdendo ótimas oportunidades
Pense, se “ser e durar” é um lema, a condição de “idoso ainda ativo”
nada mais é que um premio, merecendo todo tipo de reverência.
ônibus lotado que você estava (depois de um treino super cansativo)?
Lembra que ela foi a viajem inteira em pé do seu lado, enquanto você
curtia um som e reclamava após 1.000 landings? Lembra que você e todo
os que estavam sentados fingiram que ela não existia?
É assim que acabamos perdendo ótimas oportunidades
Pense, se “ser e durar” é um lema, a condição de “idoso ainda ativo”
nada mais é que um premio, merecendo todo tipo de reverência.
segunda-feira, 27 de junho de 2011
Elevações em Pino(iniciante)
Autor: Jim Bathurst
Hoje vamos olhar para o desenvolvimento de flexões em pino contra a parede. O primeiro passo é obviamente fazeres um pino contra a parede. Se este é já um passo muito grande, tenta iniciar com o pino de cabeça até te sentires confortável de cabeça para baixo.
Hoje vamos olhar para o desenvolvimento de flexões em pino contra a parede. O primeiro passo é obviamente fazeres um pino contra a parede. Se este é já um passo muito grande, tenta iniciar com o pino de cabeça até te sentires confortável de cabeça para baixo.
COMEÇAR
Deves ser capaz de realizar esta posição em pino contra a parede por pelo menos 15 segundos antes de começares a trabalhar as flexões em pino.
Quando conseguires aguentar o pino de forma estática por um certo tempo, coloca uma almofada entre as mãos. Deves agora ir baixando o corpo LENTAMENTE até ao chão. Por favor não mergulhes de cabeça pelo chão dentro! Quando chegares abaixo coloca os pés no chão, em seguida, volta a colocar-te em pino e repete o movimento.
Quando conseguires aguentar o pino de forma estática por um certo tempo, coloca uma almofada entre as mãos. Deves agora ir baixando o corpo LENTAMENTE até ao chão. Por favor não mergulhes de cabeça pelo chão dentro! Quando chegares abaixo coloca os pés no chão, em seguida, volta a colocar-te em pino e repete o movimento.
A parte excêntrica (descida, ou, fase negativa) das repetições irá ajudar-te a desenvolver a força necessária para realizares o movimento. Durante as fases negativas das repetições, podes dar aproveitar para parar-te em várias posições e alturas ao longo da descida, bem como a empurrar-te para cima apenas alguns centímetros , em vez de toda a subida.
Portanto, recapitulando os 3 métodos para o ganho de força nas flexões são:
Portanto, recapitulando os 3 métodos para o ganho de força nas flexões são:
- Desce lentamente o corpo;
- Para e mantém-te em vários pontos;
- Experimenta subir em distâncias curtas
Fazendo poucas repetições e dando a alguns minutos de descanso entre as séries vai ajudar-te a ganhar força nos ombros. De qualquer forma podes preferir encaixar este treino na tua actividade diária de forma diferente. Com prática, vais ganhar força suficiente para desceres completamente e conseguires voltar a subir. Parabéns, já está uma flexão em pino feita.
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EXERCÍCIOS PROGRESSIVOS
Se procuras um exercício diferente da fase excêntrica na flexão em pino, existem vários outros que podem ajudar-te a criar força de ombros. Nada muito de revolucionário, apenas diferentes formas de trabalhar os braços e ombros.
O primeiro exercício é simplesmente de começar a elevar os pés na posição de flexão. Podes começar por colocar os pés numa cadeira, e ir aumentando para uma secretária ou algo mais alto. Quanto mais alto estiverem os pés maior será a carga nos teus ombros.
O primeiro exercício é simplesmente de começar a elevar os pés na posição de flexão. Podes começar por colocar os pés numa cadeira, e ir aumentando para uma secretária ou algo mais alto. Quanto mais alto estiverem os pés maior será a carga nos teus ombros.
Eu também recomendo tentar as flexões com as mãos ao lado, inclinado para a frente sobre as mãos. Irás sentir que isto te irá colocar uma grande pressão nos tricipetes e ombros. Esta é também uma excelente variação de flexão para te ajudar nas tuas planches. Podes também elevar os pés neste exercício.
O último exercício que referi como uma "flexão de tigre". Começa com os teus calcanhares contra a parede, e depois baixa as mãos e coloca-as no chão uns quantos pés a frente dos teus pés. Deves parecer-te como um "V" de pernas-para-o-ar.
Irás reparar que o teu tronco está em posição de trabalho de ombros. Agora podes executar flexões nesta posição, a qual irá trabalhar os teus ombros, mas que vai colocar menos pressão do que uma flexão normal e completa. Treina de forma a ires elevando os pés neste exercício de forma a aumentares o peso corporal nas flexões aumentando assim a dificuldade.
Irás reparar que o teu tronco está em posição de trabalho de ombros. Agora podes executar flexões nesta posição, a qual irá trabalhar os teus ombros, mas que vai colocar menos pressão do que uma flexão normal e completa. Treina de forma a ires elevando os pés neste exercício de forma a aumentares o peso corporal nas flexões aumentando assim a dificuldade.
Agora, a pergunta óbvia - será que não posso apenas trabalhar as minhas flexões militares no ginásio? Claro que podes. Eu próprio adoro fazer flexões de ombro bastante pesadas. Mas coloca-te contra a parede e treina as flexões logo que seja possível. Isso vai ajudar-te a habituares-te a realizares a flexão estando de cabeça para baixo, que é uma sensação diferente de levantar pesos, e será útil para outras habilidades.
Porque desistimos ?
Por que desistimos?
Quando os treinos são muito duros tendemos a desistir, uma voz na nossa cabeça fica nos dizendo a cada segundo: “depois disso eu paro”. Alguns ouvem a voz outros ignoram e seguem em frente. A diferença entre quem continua e quem desiste é nítida não só em resultados, mas em postura e compreensão do preço pago por cada uma das habilidades novas.
Quantas vezes durante a corrida, você não pensou que depois daquele poste de luz você ia parar? que depois da terceira série de flexões você ia parar porque não dava mais? que depois da 20a repetição você ia pra casa, que já estava bom? isso acontece o tempo todo com todo mundo.
Criamos limites na nossa mente o tempo todo, e que tentam determinar quando desistir, quando deixar de fazer algo, é como uma forma de auto-proteção. Temos medo de ficar muito dolorido depois, de não conseguir treinar movimentação depois do treino físico, de ter que passar 3 dias para treinar de novo por causa das dores, temos medo de muitas coisas que nos dizem para parar.
Mas não só o medo, temos pena de nós mesmos, sempre achamos que estamos nos esforçando demais, dando tudo de nós, temos pena quando vemos outras pessoas fazendo, e assim temos pena quando fazemos, e assim queremos parar. Tudo num treino nos diz para parar, a pessoa que guia os treinos quer nos ver caído no chão e dizer que não conseguiu, a pessoa que está do nosso lado quer nos intimidar dizendo que o treino está fácil, nós com nossa auto-piedade continuamos nos dizendo que está muito duro, que não vamos agüentar. Todo o tempo tudo nós diz para parar.
Devemos treinar um dia de cada vez, fazer tudo que pudermos hoje, sem se importar com o próximo, treine como se fosse seu ultimo treino. Não se importe com o amanha, com as dores, com o cansaço, se o corpo falhar, pare, respire, vomite se precisar, lave a boca, e volte pro treino. O Importante é não desistir. Quando desistimos num treino, não estamos desistindo do treino, estamos desistindo de nós mesmos.
Por isso “cultivar” o espirito da “brutalidade” é importante para nós, Para quem treina qualquer modalidade esportiva. Não só ser destaque é o objetivo do treino mais pesado, não é a melhora física, muito menos a melhora técnica. O Maior ganho da “brutalidade” é psicológico, é entender do que somos capazes, aonde podemos chegar.
Gostaria de que todos que não ouviram o podkast por achar que o assunto foge do seu interesse, pense que é uma oportunidade para ver o assunto de uma perspectiva diferente, divertida e nunca é tarde para ser bruto!
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